sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dayli Log - Bora Bora 01

Bora Bora - ou melhor Pora Pora porque em tahitiano não existe a letra B -  está a NW do Tahiti e é conjuntamente com esta a ilha mais mediática da Polinésia. Descoberta pelo CAP. Cook em 1769 e ligada a França em 1888 deve a sua notoriedade aos comentários elogiosos do navegador francês Alain Gerbault e à instalação em 1942 de uma importante base naval americana com a construção do primeiro aeródromo da Polinésia. A reputação de Bora Bora induziu ao longo dos últimos anos a construção de inúmeros hotéis de luxo com instalações de "sonho". Pois é meus amigos isto é o que consta de qualquer guia turístico sobre Bora Bora mas aquilo que aqui encontramos hoje é um cenário de grande crise com os grandes Resorts desertos ou quase, os que estão abertos porque há inúmeros com as portas fechadas. A crise do turismo aqui por estes sítios é grave, muito grave mesmo, mas também me parece que ninguém se preocupa. Aliás por aqui ninguém se preocupa com nada, está tudo numa "boa", a vida corre suave sem crises, com o 4X4 à porta!! E nós? Bom ontem saímos de Uturoa e fomos fundear frente ao Taravan Yacht Club a Sul de Tahaa para passar a noite agarrados a uma bóia para meu sossego. E se o dia tinha sido chuvoso o início da noite foi um diluvio pegado como ainda não tinha visto desde que por aqui ando. Há uma depressão muito cavada lá para os 50º Sul e as consequências já se fazem sentir e as previsões não são lá grande coisa. Hoje amanheceu com o céu limpo e nós fizemos as cerca de 20 milhas que nos separavam de Bora Bora com com pouco vento e bom mar mas, novamente ao fim da tarde abriram-se as comportas do céu e aí veio água da grossa acompanhada a vento. Estamos fundeados frente ao Yacht Club de Bora Bora, que apoia o WCC nesta paragem, cedendo as suas instalações para apoio em terra - um cais para os dinghys, reabastecimento de água, um bar (tinham um bom restaurante mas foi destruído por um ciclone em Fevereiro passado) - e uma série de bóias para nos agarrarmos (mordomia que me deixa muito feliz pois utilizar o ferro começa a ser uma dor de cabeça) enfim quase tudo o que nós precisamos numa escala destas. Por aqui iremos ficar até partirmos para a próxima perna lá para 19 Maio. Beijinhos e abraços. Thor VI over and out.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Uma espécie de diário da Patroa - 04

TAHAA – 9.05.2010
No domingo acordámos com novos cantos religiosos cujos sons se propagavam pela baía.Ainda fomos a terra, mas nessa altura, a população estava toda dentro da igreja, assistindo à missa de domingo. E pouco mais havia ali para ver. Partimos para dar a volta à ilha e ainda fizémos uma tentativa de paragem numa zona bastante baixa junto ao Resort mais luxuoso da ilha, mas era demasiado baixo e como o vento soprava com alguma intensidade facilmente poderíamos ser levados para cima dos corais e encalhar. Assim continuámos a navegação e acabámos por encontrar um sítio maravilhoso de fundeio, uma baía em frente ao Tavarana Yacht Club. Este Yacht Club tem um conceito muito curioso: é um restaurante e para além disso presta um conjunto de serviços aos barcos que ali fundeiam, nomedamente boias para amarração (a noite que ali passámos foi grátis), entrega de pão nos barcos, internet, lavandaria, etc. O local é abrigado e encantador com uma bela vista sobre Bora Bora. À noite fomos jantar ao Restaurante com os Kalliope, um local muito agradável, requintado e com uma vista deslumbrante sobre a baía. Os aperitivos foram o Tavarana punch, uma especialidade da casa e da região, e a comida era francesa. Foi uma noite muito bem passada.

RAIATEA – 10.05.2010
Pela manhã cedo partimos à procura da Marina de Apoiti em Raiatea onde nos tinham dito haver uma lavandaria. Já tínhamos alguma roupa acumulada a precisar ser lavada. Afinal a dita lavandaria tinha fechado, mas a senhora que estava na recepção da Marina ofereceu-se para a lavar em sua casa e trazê-la no dia seguinte. Claro que ganha dinheiro a prestar este serviço, mas a forma como o ofereceu foi de uma grande simpatia. Esta é uma nota dominante nestas ilhas: a simpatia do povo, o seu ar doce, sempre soridente e que nos cumprimenta sempre que nos cruzamos. O resto do dia foi passado agarrados a uma bóia existente do lado de fora da Marina. Há outros barcos do WARC  também por aqui, é uma zona bem abrigada e as águas são duma clareza e limpeza impressionantes, até dentro da Marina. 

Dayli Log - Raiatea 02

Chegámos a Uturoa a 11 Maio no início da tarde, para confirmarmos a inscrição na regata e arranjar um lugar para o barco. Da inscrição nada porque os organizadores já se tinham ido embora, é verdade que chovia bastante mas ... venha cá amanhã que tratamos disso, foi o que me disseram. Quanto a lugar para o barco, ponha onde quiser e acabámos amarrados a um paredão. Durante a noite choveu intensamente e de manhã as previsões não eram as melhores, mas lá fomos tratar da inscrição. Uma bagunça generalizada e depois de mais de meia hora numa fila bastante flexível - dava para tudo, pareceu-me - acabei por desistir e não participar numa organização da "treta" e decidimos ir embora - vamos voltar ao Taravana yacht club  - logo que o tempo, leia-se chuva permita e amanhã seguimos para a ilha de Bora Bora. Cuidem-se. Beijinhos e abraços

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dayli Log - Tahaa 01

Ia Orana (Bom dia) de Raiateai. Depois de 2 dias atracados em Uturoa largámos amarras e fomos explorar a ilha de Tahaa, está na mesma lagoa de Raiatea, tendo fundeado junto ao "passe" de Toahotu onde passámos o dia, dando oportunidade à minha tripulação de saborear as maravilhas da Polinésia Francesa. No fim da tarde e face aos aguaceiros que nos rodeavam recolhemos à baía de Haamene onde fundeámos na mais completa calma e tendo como sons de fundo cânticos religiosos (das igrejas vizinhas!!) e o latir dos cães. A noite acabou com um excelente jantar - uma barbacoa - no Kalliope. No Domingo bastante cedo e depois de uma visita rápida a Haamene - estava tudo fechado, excepto a igreja protestante onde decorria uma missa - largámos a bóia onde estávamos presos e seguimos para uma volta à ilha com algumas paragens e acabando por fundear ao fim da tarde no Taravana Yacht Club, um sítio muito engraçado que disponibiliza umas bóias para fundeio e tem um agradável restaurante integrado numa simpática infraestrutura. Mais uma vez os "Kalliopes" e os "Thor´s" se juntaram para jantar no fim de um excelente dia. Entretanto vim a saber que o Benfica foi campeão, o que até nem foi surpresa, mas confirmei que por estas paragens ninguém deu por isso, o que não abona muito a favor da sua cultura mas e, apesar de saberem quem é o Cristiano Ronaldo, nem desconfiam sobre um tal de Sócrates. Enfim mundos pequenos, penso eu de que. Segunda Feira, 10 de Maio, voltámos a Raiatea, para fundear frente à marina de Apoiti, onde fomos por roupa a lavar - pois, as necessidades básicas continuam a existir - e onde passaremos a noite prosseguindo amanhã de regresso a Uturoa para início da participação na Tahiti Pearl Regatta, que nos vai preencher toda a semana. Assim na 3ª Feira, abertura da Regata Village, na 4ª Feira regata de aquecimento na lagoa de Raiatea, na 5ª Feira 1ª regata Raiatea/Bora Bora com uma festa no fim do dia no Hilton Motu, na 6ª Feira 2ª regata Bora-Bora/Tahaa, com jantar no motu Serran, no Sabado 3ª regata à volta de Tahaa e no Domingo a 4ª regata na lagoa de Raiatea com a cerimónia de encerramento no Hawaiki Nui Hotel. Neste momento estão inscritos mais de 30 barcos sendo que, mais de metade de participantes do WARC.  Uma festa, espero eu. Entretanto, no fim desta semana e depois de acabarem as "corridas" o Eduardo Solano de Almeida vai ter de regressar a Lisboa, com muita pena minha, mas como outros valores mais altos se levantam na sua vida privada optou por reduzir a sua estadia no Thor. Espero e desejo que por bem! E pronto de Raiatea beijinhos e abraços. Thor VI over and out.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Uma espécie de diário da Patroa - 03

Durante a noite tivémos aquele precalço do barco ter garrado e ter descaído para cima dos corais, salvo in extremis (pareceu-me) pelo acordar providencial do Eduardo e, de manhã como o vento continuava com rajadas fortes e desconfortáveis, decidimos levantar ferro e ir descobrir novas paragens. Um dos nossos Livros de consulta, neste caso o Guide de Navigation de la Polinésie Française, sugeria, entre outros, um local de fundeio a Sul da ilha, com fundos de areia e abrigado dos ventos. Fundeámos aqui, já em Huahine Iti mesmo na ponta Sul da ilha, em frente  ao Hotel Mahana. O local é muito sereno e muito bonito com uma praia de areia branca, o hotel com esplanada e restaurante (pareceu-me estar quase vazio), um outro restaurante ao lado e uma dúzia de casas à beira-mar com ar de algum abandono (ou pobreza). A floresta tropical, o verde das árvores enormes à procura do sol, as baneiras, os coqueiros e as flores pujantes impõem-se nesta paisagem. E também o mar límpido, com a barreira de corais ali ao lado e as ondas aí a rebentarem. Durante o dia fizémos uma exploração a pé pelas redondezas e descobrimos uma família, pais, filhos e netos, que se dedica à pintura usando a terra como tinta. Viver neste isolamento e com toda esta beleza à volta foi a sua opção de vida! Beijinhos

Dayli Log - Raiatea 01

Se forem a este site http://blog.mailasail.com/thorvi verificam que mudamos novamente de posição. Ontem, depois de uma noite descansada na baía d´Avea na ilha de Huahine, resolvemos mudar de ares e rumar a Raiatea, ilha situada a 20 milhas a NW e onde vai ter início a Tahiti Pearl Regatta no próximo dia 12 Maio. Entrámos no "passe" Teavapiti pelas 15:30 e viemos atracar num pontão no centro de Uturoa. Um local interessante porque fica próximo de tudo - podemos trazer os carrinhos do supermercado até ao barco - apesar de ser bastante barulhento e mexido. Hoje, Sexta Feira 07Maio o dia amanheceu bastante chuvoso e o nosso programa imediato depende um pouco da evolução meteorológica mas, em princípio iremos iniciar uma volta a estas duas ilhas que estão na mesma lagoa - Raiatea e Tahaa - explorando alguns excelentes locais de fundeio e regressaremos aqui lá para dia 10 quando começam as sociais da regata, com a abertura da "racing village". De Raiatea beijinhos e abraços.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dayli Log - Huahine 01

Como já devem ter percebido agora tenho a vida facilitada até aqui no blog, a Sra. Armadora encarrega-se de actualizar as noticias. Espero que gostem. Quem não gostou da influência do vento forte foi o Thor que aguentou tudo durante todo o dia mas cerca das 02:30 da manhã de Quarta Feira o Eduardo Solano acordou com o barulho provocado pelo ferro, foi verificar e o Thor tinha garrado e já estava perigosamente próximo do recife e da ondulação. Rapidamente se levantou  ferro- praticamente à mão porque o guincho do ferro está cada vez pior e a situação não dava para esperar - regressámos a local seguro, voltámos a por o ferro em baixo ligámos os alarmes de fundeio (agora, porque antes não estavam!) e fomos dormir o resto da noite mas ... digo-vos que foi um susto dos grandes. Não entendo como foi possível pois tinha de corrente cerca de 5 (cinco) vezes o fundo, o barco esteve ali cerca de 20 horas, aqui não há marés portanto não entendo porque raio o barco garrou, mas lá que aconteceu, aconteceu (!) mas tudo está bem quando acaba bem e, desta vez acabou bem. Cuidem-se, que eu também.

Uma espécie de diário da Patroa - 02

A marina onde estávamos era exactamente no centro da cidade, logo com grande facilidade de acesso a tudo, mas em contrapartida muito barulhenta, com um trânsito muito intenso durante todo o dia a passar  ali mesmo ao lado. Assim destinámos este dia para fazer as compras e os abastecimentos para partirmos para outros destinos. De manhã fomos ao mercado, uma beleza de cor e exotismo. A oferta de frutas e legumes era enorme e com variedades completamente novas para nós. De tarde fomos ao supermercado (Champion) também com um excelente stock em termos de variedade e de qualidade, parecendo que estávamos em França, até nos preços. E nos intervalos deu para conhecer um pouco melhor a cidade e beber os excelentes sumos de ananás que há por todo o lado. À noite, depois do jantar, fomos com os Kalliope (Pepa, Emílio e Pepe) a um local muito curioso. Num largo da cidade junto ao mar, no princípio de cada noite, montam-se umas roulottes, mesas e cadeiras e ali serve-se de tudo, com excepção de bebidas alcoólicas. Perto das 23H00 é tudo retirado e no dia seguinte o largo está limpo para ser de novo usado pelos transeuntes. Um local precioso! Mas estava na altura de nos mudarmos. Depois de voltarmos ao Mercado para as últimas compras, que incluiram um belo lombo de atum vermelho, soltámos os cabos e saimos do “Quai des Yacht” para a Marina de Taina a 3 milhas de distância mas ainda dentro da lagoa de Tahiti. Esta marina fica dentro do recife e, portanto, tinha umas águas claras, pouco profundas, de um verde intenso e cheia de peixes. Amarrámos o Thor a uma bóia e com uma profundidade de 14 metros conseguia ver-se o fundo. A temperatura da água do mar era de 31,8º!!!! Um verdadeiro paraíso. O jantar foi o atum e os Kalliope juntaram-se a nós, no Thor, tendo-se passado uma noite muito agradável. No dia seguinte e depois do reabastecimento de combustível e de água e de uma volta de reconhecimento pela Marina - há sempre pequenas coisas a melhorar no Thor e agora foram umas ventoinhas que fazem circular o ar, o que com o calor que se faz sentir é uma boa ideia  - e uma nova ida ao supermercado, partimos para Moorea, a ilha mais próxima do Tahiti. O destino era Cook’s Bay, uma grande baía que tinha servido de abrigo a Thomas Cook nas suas viagens por estas paragens e que tem um enquadramento verdadeiramente impressionante, com altas montanhas cobertas de floresta tropical caindo quase a pique até ao mar. E o mar, ou antes a lagoa pois está quase fechada por corais com excepção de uma pequena passagem que se atravessa com muito cuidado, era de uma quietude imaculada. Ficámos fundeados a 20 metros de um Resort turístico que tinha um excelente restaurante - eles lá encontram estes sítios bem adequados - e aí passámos a noite. Com toda esta quietude e um grande dia de calor, a temperatura da água do mar passou para perto dos 33º. Esta é uma ilha muito turística, com bastantes resorts de luxo e é afamada pelos seus ananases e o sumo do dito. Experimentámos e podemos atestar que o sumo de ananás expremido era divino. A meio a tarde, nós, o Kalliope e o Eowyn, decidimos experimentar novas paragens e levantámos ferro em direcção a Huahine a cerca de 80 milhas a Noroeste. A viagem durou cerca de 15 horas e pelas 7H00 chegámos a uma nova ilha da Polinésia Francesa, Huahine.  O mar esteve sempre um pouco agitado, pelo menos de acordo com o meu critério, mas a temperatura foi sempre muito agradável durante toda a noite. Huahine está completamente rodeada de um grande recife de corais com apenas algumas passagens para terra e estamos fundeados em mais um local maravilhoso junto à principal localidade, Fare. Depois de algum descanso por parte dos marinheiros que vieram vigilantes no poço durante toda a viagem, fomos a terra. Esta é uma ilha com poucos habitantes, pouco turística e, portanto, mais natural. Tem meia dúzia de casas, um excelente supermercado, um ATM que não aceitou nenhum dos nossos cartões e alguns restaurantes num dos quais acabámos por almoçar razoavelmente bem. Voltámos ao Thor onde passámos a tarde com algum balanço pois levantou-se um vento  bastante forte e pouco agradável. O Thor estava bastante irrequieto. Beijinhos.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Uma espécie de diário da Patroa - 01

A nova tripulação chegou, mas vinha num estado miserável. Chamar a isto uma tripulação de luxo (?) ora valha-nos Deus. A viagem tinha sido muito longa com mais de 22 horas de voo a que há que somar mais de 11horas de aeroportos, tendo sido salpicada por alguns sustos, contratempos, formalidades e burocracias imensas. Eu e o Eduardo tínhamos combinado o encontro às 8H00 no aeroporto em Lisboa para o voo das 10: 00 para Londres, mas uma inesperada greve dos transportes quase impediu o Eduardo de chegar a tempo ao check-in. Já estávamos a preparar um plano B quando no último minuto o Eduardo apareceu e lá partimos para a nossa aventura. Em Londres começararm as burocracias, afinal precisávamos de um documento formal do Comandante do Thor VI a confirmar que eramos seus tripulantes. Felizmente o telefone satélite funcionou, o Rui acordou às 3H00 da manhã e enviou um e-mail para os escritórios da Air New Zealand com os detalhes pretendidos e pronto. Depois faltava um Visto de entrada nos USA no passaporte do Eduardo que também foi preciso desencantar já que eu tinha um Visto da NATO que, diziam, ser perfeito para o efeito. Nós iamos voar até Papeete no Tahiti via Los Angeles e, portanto, nos USA só estaríamos em trânsito, mas mesmo assim era preciso satisfazer uma série de requesitos. Mas, e há sempre um mas nestas coisas, em  Los Angeles tivémos que passar pela emigração e ali o meu Visto, afinal já não era bom pelo que foram necesários mais uns papeis. Um verdadeiro inferno e uma permanente incerteza se tínhamos tudo em ordem para podermos continuar viagem. Como se isto não bastasse, em Los Angeles tivemos que levantar a bagagem, voltar a fazer o check-in, esperar em longas filas e depois aguardar o voo numa sala de embarque minúscula onde não havia cadeiras para todos e nem o espaço era suficiente para nos sentarmos no chão e nós ainda nos queixamos das condições do Aeroporto da Portela!!. Nesta altura já quase dormíamos em pé e ainda faltavam mais umas 9 horas de voo. Mas finalmente lá chegámos ao Tahiti às 06H00 locais e depois de umas rápidas 2 horas de sono a bordo do Thor estávamos prontos para dar início ao programa social do WARC que incluía um encontro dos skippers com as forças vivas de Papeete, informações turísticas diversas e um jantar oferecido na Mairie. O jet lag já se fazia sentir agravado pelo muito calor e humidade, pelo que fomos todos muito cedo para a cama, finalmente. O dia seguinte amanheceu bem cedo pois o programa incluía um Tour à volta da ilha, com saída às 9H00 e regresso previsto paras as 17H00. Deu para ver as coisas mais importantes da ilha Tahiti Nui (Taiti Grande), a floresta tropical com a sua flora magnífica, de que o Eduardo nos ía dizendo o nome das árvores - o Rui bem dizia que este tripulante era de luxo!!! - as quedas de água e o mar tranquilo e transparente, azul e verde consoante as profundidades, ali sempre ao pé. Almoço no restaurante do museu Gauguin e algumas paragens que a Guia, uma Tahitiana bem disposta que era ao mesmo tempo a condutora do autocarro, entendia poderem ser do nosso interesse e que até incluíu uma paragem num supermercado. Um dia bem passado que deu para conhecer um pouco melhor esta parcela da Polinésia Francesa, mas com grande esforço nosso pois as diferenças horárias ainda se faziam sentir e quando menos esperávamos estávamos a cabecear. Mas as coisas começavam a normalizar-se e o prazer de voltar a pertencer a este grupo dá-nos energia. Mais novidades nos próximos dias. Beijinhos 

sábado, 1 de maio de 2010

Dayli Log - Tahiti 03

E pronto eles já cá estão! Os novos tripulantes do Thor VI chegaram a horas maçados e amassados mas vivos e contentes, não tanto quanto eu naturalmente, depois de uma viagem alucinante e cheia de "coisas", mas a Sra. Armadora há-de dizer de sua justiça, logo que recupere. Entretanto o Thor tem as revisões concluídas, sem nenhuma surpresa, mesmo o material que foi substituído estava em muito bom estado, sinal que está tudo a funcionar regularmente e sem esforço, tendo também chegado de Lisboa a peça necessária para repor a sanita da cabine da frente a funcionar em pleno. Enfim está tudo como novo e pronto para continuar. E a continuação passa por sair de Papeete amanhã Sábado (01Maio) para fundear junto Taina, passar aí um dia ou dois e depois seguir para Morea onde devemos fundear mais uns dias e seguir para Raiatea, Taha´a e Bora-Bora de forma a estarmos em Raiatea a 12 Maio para inicio da Tahiti Pearl Regata (para os mais interessados www.tahitipearlregatta.org.pf ). A frota esteve aqui reunida quase integralmente tendo havido algumas baixas - o Thetis está em Raiatea e desistiu, o Dreamcatcher ainda está em Nuko Hiva esperando um técnico da Halberg Rassy, o 1+1 também desistiu e vai ficar por aqui, enfim, o atrito natural de uma aventura destas. Alterações, também nas tripulações, no Kalliope o Eduardo e o Roger voltaram a Espanha, no Grand Filou 2 o Cali (skipper) voltou para Espanha para integrar uma tripulação para o Barcelona World Racce 2010-2011, volta ao mundo sem escala num Open 60 IMOCA com dois tripulantes (www.barcelonaworldrace.com) e mais uma série de caras novas. Também eu acabei de ter a agradável confirmação de que o João Sá da Bandeira me irá fazer companhia na tirada Bali/África do Sul. Como vêm as coisa estão a compor-se e mais nomes se perfilam para as tiradas seguintes mas na altura própria serão confirmados. Eu não disse que o Thor ia passar a ter tripulações de luxo? Pois aí está, para grande satisfação minha. E pronto de Papeete por agora é tudo. Cuidem-se. Beijinhos e abraços.